30 de abril de 2014

Abril 2014

Eh lá! Este mês (pelo menos no seu início) estive lançada, quase que publicava todos os dias, e ainda por cima coisas enormes. O_o Devia ter espaçado as publicações, talvez rendessem para quando não tenho muito para dizer, mas isto é o que acontece quando me dá na cabeça de escrever como se não houvesse amanhã. Mas já sentia falta. Tinha críticas em atraso (no entanto não deu para pôr tudo em dia) e consegui finalmente colocá-las cá fora, contribuindo muito para a minha sanidade mental porque só escrevendo é que consegui deixar de pensar nas coisas.

É estranho como algumas histórias mexem comigo, em que preciso escrever de forma a analisar como me fez sentir, como me tocou, surpreendeu ou magoou. É um processo racional de meter as ideias em ordem. Talvez devesse alargar a escrita para a esfera privada. Nunca fui de escrever diários (muito medo de racionalizar o que vai por aqui dentro) mas talvez seja um exercício salutar... se depois queimá-los, pois está claro. Não poderão ser deixados por aí caso venha a governar o mundo e possam ser usados contra mim por pessoas mal intencionadas! Raios, não devia ter dito isto... :P

Para além de escrever também li bastante. Ter uns dias de férias e fins de semana prolongados ajudou a, pelo menos, acabar algumas leituras que estavam penduradas desde o ano passado.

Livros lidos:
  1. O Meu Programa de Governo de José Gomes Ferreira - Vale o dinheiro gasto
  2. Far and Away de Sonja Massie - Vale o dinheiro gasto
  3. O Livro das Emoções de Laura Esquivel - Se fosse emprestado não se perdia nada com isso
  4. A Night Like This (Smythe-Smith Quartet, #2) [e-book] de Juia Quinn - Se fosse emprestado não se perdia nada com isso
  5. The Centurion's Wife (Acts of Faith, #1) [e-book] de Davis Bunn e Janette Oke - Se fosse emprestado não se perdia nada com isso
  6. O Despertar da Meia-Noite (Raça da Noite, #3) de Lara Adrian - Emprestado e pouco se perde com isso
Filmes vistos:
  1. Hop - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
  2. 9 Semanas e 1/2 - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
  3. O Paraíso da Barafunda - Emprestado e pouco se perde com isso
Séries vistas:
  1. Foi Assim que Aconteceu (últimas temporadas) - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto ou Para ter na estante
  2. Black Sails (temporada 1) - Vale o dinheiro gasto
  3. The Killing: Crónica de um Assassinato (temporada 3) - Vale o dinheiro gasto
Empréstimos:
  1. Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - foi-me emprestado 1 e li 6 no entanto saldo de 5 livros retirados à pilha!
Disney Movie Challenge - 7 filmes vistos de 98.

Artigos:
  • No segundo episódio do SLNB de Março falámos de literatura no feminino e poucos dias depois encontrei este artigo que fala um pouco sobre as suas experiências como leitora, escritora e ainda se debruça sobre personagens femininas, nomeadamente sobre a falta de agência, ou seja de algo que mova as personagens femininas que muitas vezes são um prémio ou a típica damsel in distress, e o estigma da palavra "princesa";
  • porque outros conseguem colocar, melhor do que eu, em palavras o que penso de um livro;
  • no Dia Mundial do Livro a Telma escreveu uma carta ao seu "eu leitora" de 16 anos;
  • não sei se já disse por aqui mas as Smart Bitches são hilariantes! xD Desta feita mostram como os gifs podem ajudar a perceber melhor algumas cenas dos romances;
  • o The Guardian fez um especial convidando autoras a escreverem alguns comics, entre as quais Gillian Flynn, Margaret Atwood e Audrey Niffenegger;
  • não concordo com tudo o que a autora diz sobre a Éowyn (como a própria diz "It’s literature; you can choose the interpretation you want") mas eis um texto interessante sobre personagens femininas em Tolkien, e um pouco no espírito do último SLNB deste mês.

29 de abril de 2014

O Livro das Emoções

Autor: Laura Esquivel
Não-Ficção | Género: ensaio
Editora: Asa | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 128 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: li-o de uma assentada a 18 de abril porque era pequeno e estava à espera de ser lido desde que o ganhei num passatempo em 2011.


Opinião: No dia em que faleceu o Gabriel Garcí­a Márquez achei que o devia honrar lendo um livro dele, coisa que infelizmente até agora nunca fiz, mas (e eu ia jurar que tinha) não encontrei nenhum livro cá por casa à exceção dos Cem Anos de Solidão. Por razões, penso eu, óbvias - o facto de ser o livro com que ganhou o Nobel e a minha mãe ter demorado 100 anos a ler o livro (ok, foram só 2) - preferia começar por outro, nomeadamente pelo Amor em Tempos de Cólera mas como parece estar em parte incerta, se é que realmente o adquiri em conjunto com o DVD como pensava, peguei antes noutra autora latino-americana.

De Laura Esquivel já havia lido e adorado Como Água Para Chocolate, com as suas receitas e personagens cheias de vida. Neste livro, no entanto, a autora apresenta-nos a sua faceta ensaísta, debruçando-se sobre as emoções e a sua importância para o ser humano. A sua escrita rica e apaixonada nota-se também aqui e devo dizer que gostei bastante do capítulo sobre a literatura e o cinema.

Talvez seja algo simplista no que respeita a emoções boas e más, mas ainda assim convida a pensar e a fazer uma análise da nossa própria perceção das emoções e estados emocionais pelos quais vamos passando.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Ok, foi oferecido por isso realmente não perdi nada com isso.

28 de abril de 2014

Só Ler Não Basta #15.2 - As personagens


Este mês optámos por falar sobre essa coisa que é fundamental nos livros... as personagens. Que tipo de características nos apelam, que tipo de influência tem uma boa personagem nos livros que lemos, quais as nossas personagens favoritas e quem não nos gostaríamos de encontrar no nosso caminho. A conversa com a Patrícia do Livros, Livros e Mais Livros, mais uma vez, voltou a ser engraçada, felizmente sem a parte de eu quase morrer engasgada em chá, como aconteceu quando a tivemos por convidada no ano passado. :P


Podem também visitar o tópico de discussão no Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de assistir ao vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

27 de abril de 2014

Projecto 365 - #166-171

Woohoo! Alguns dias de férias à porta! \o/ Mas que devem (têm de) ser preenchidos com o temível spring cleaning. Mas o que interessa mesmo agora é a semana que acabou.

#166
#166
Chegar a horas decentes a casa e com sol lá fora! \o/ Podia era haver também vontade de ir correr mas preguiça... Por outro lado, dormi uma sesta antes de jantar que me soube muito bem.

#167
#167
Eu ia e era já!

#168
#168
Mais arte urbana catita. Pena que só consiga tirar fotos no carro. Havia de haver um roteiro para uma pessoa andar ao fim de semana. :P

#169
#169
Pequeno almoço do dia feriado, com muita alergia à mistura. :/

#170
#170
Não fiquei fã, achei muito doce mas yay já experimentei alguma coisa com manteiga de amendoim! \o/

#171
#171
No LX Factory. Não conhecia mas tem coisas giras. Trouxe uma capa para livros com vaquinhas! \o/

26 de abril de 2014

Far and Away

Autor: Sonja Massie
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Berkley | Ano: 1992 | Formato: livro | Nº de páginas: 316 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: de 6 a 13 de abril. É o primeiro livro da nova mini-pilha e há já algum tempo que olhava para mim e a dizer "Lê-me...LÊ-ME!" Sim, os livros falam comigo.

Opinião: Este é um daqueles raros (?) casos em que o filme vira livro, ou pelo menos o inverso é que me parece, sobretudo nos últimos tempos, ser o mais comum, senão vejam o nosso SLNB sobre adaptações, tentem contar os títulos que enunciámos e todos os outros que se lembram e não foram mencionados... Mas dizia então que este livro começou por ser um filme, então porquê lê-lo?

Porque gosto da história, ora essa! Na verdade, peguei no livro à espera que houvesse um maior diálogo interno das personagens, que estas fossem mais desenvolvidas, mas nem por isso, e não nego que não me importava de ler sexy times, como lhes chamam as meninas do Vaginal Fantasy, mas nem aqui as personagens do, então casal Cruise/Kidman, tiveram direito a momentos mais escaldantes (haverá sempre o filme do Kubrik...). O livro é todo ele muito semelhante, praticmaente ipsis verbis, do que me recordo do filme, que há-de ser revisto (mais uma vez) em breve. Tem a cena da forquilha, que adoro, as brigas entre o Joseph e a Shannon, que são giras de seguir, as mesmas dúvidas quanto ao final que trouxe para algumas personagens. Como é que os pais dela fizeram a sua vida na nova terra? Ficou a Molly com o Danty? Arranjou o Stephen alguém tão emproado como ele?!

Não fiquei surpreendida por a história não se afastar do filme, já com Ladyhawke aconteceu o mesmo. A escrita também não é nada de outro mundo, lê-se como qualquer outro romance do género. Apesar de ter adorado posso dizer que não aconselho o livro para quem não goste do filme. Eu adoro-o e por isso adorei o livro mas quem não gostou não há-de mudar de opinião por ler. Acaba por ser uma maneira diferente de apreciar a mesma história mas pouco ou nada acrescenta ao visionamento.

Fica a nota também de que a comprar novelizações de filmes, só fazê-lo do que realmente adoro, como tem sido o caso até agora.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

25 de abril de 2014

Booking Through Thursday: Favorito

A pergunta desta semana é...
Do you have a favorite book? What do you say when people ask you? (This question always flummoxes me because how can you pick just one, so I’m eager to hear what you folks have to say.)
And, has your favorite book changed over the years?
Tenho um favorito, sim, e há muito que o é apesar de ter lido livros fantásticos ao longo dos anos, incluindo uma série que me acompanhou durante anos e cujo fim doeu, mas aquela dor boa que temos quando acabámos uma história que nos encheu por completo as medidas.

Sim, tenho um favorito e sei que nunca o vou reler, pois parte da sua beleza está no ter sido o livro que precisava de ler no momento em que o li. Não quero descobrir as falhas que tem, e eu sei que as tem, mas a memória daquela tarde a ler aquele livro é das coisas mais preciosas que guardo. O meu livro preferido é, e parece-me que há-de continuar a ser por muitos e longos anos se nem o Harry Potter ou O Conde de Monte Cristo o conseguiram destronar, A Lua de Joana. Nunca um livro me disse e ensinou tanto. Estou farta de o dizer, e não me canso de repetir, que aquele foi o livro que me fez descobrir o real valor dos livros.

24 de abril de 2014

O Meu Programa de Governo

Autor: José Gomes Ferreira
Não-Ficção | Género: economia e política
Editora: Livros d'Hoje | Ano: 2013 | Formato: livro | Nº de páginas: 477 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 6 de fevereiro a 6 de abril. É o primeiro livro de não-ficção em que peguei este ano para o meu desafio mini-pilha.

Opinião: Eh lá! Dois meses para ler um livro? Custou mas foi! Não quero com isto dizer que o livro é mau ou difícil, porque não o é, mas a altura que escolhi para o ler não terá sido a melhor porque (sobretudo) o trabalho foi-se metendo pelo caminho e havia dias em que a última coisa que queria fazer era pegar num livro que me deixava indignada. Para isso bastava ligar a televisão e ver as notícias...

Como seria expectável, este livro debruça-se sobre finanças, economia e política, e se até entendo um pouco do último (porque aluno de História está fadado, em alguma parte do seu currículo, ser confrontado com o tema), as duas primeiras não são de todo a minha praia, no entanto o autor é capaz de passar a mensagem explicando, talvez de forma demasiado simplista, poderão dizer alguns, mas de modo a que qualquer leigo naquelas matérias entenda, as altas jogadas propositadamente obscuras dos grandes interesses financeiros. Interesses mesmo instalados num aparente mercado livre, de concorrência, onde quem sai a perder é o consumidor.

Para além de apresentar os problemas e tirar, parece-me, uma foto bastante bem conseguida e ilustrativa da realidade em que temos vivido, tenta também apresentar propostas ainda que nem sempre de acordo com a minha perspectiva e, parece-me, algumas bastante ingénuas. Mas, sinceramente, houvesse mais pessoas para quem a Res Publica fosse realmente a "coisa pública" e tivessem em conta o bem comum em vez do seu próprio bolso, e talvez não estivéssemos nesta situação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Pode não se concordar com tudo o que escreve, mas como disse a análise que o autor faz do país parece-me bem conseguida e convida a pensar em alternativas, não apenas no que a soluções políticas diz respeito, mas mesmo em termos pessoais, sempre que recorremos a um banco ou ponderamos adquirir qualquer tipo de serviço. Já o meu pai diz que "ninguém dá nada a ninguém" e este livro mostra o que de muito andamos a dar em troco de pouco ou nada.

21 de abril de 2014

Projecto 365 - #158-165

Eis uma semana em que ou não tirava fotos ou tirava como se não houvesse amanhã, o que não significa que fossem grande coisa, porque não são. Aliás, algumas até foram para o trabalho e metem dó. Mas como isso não importa para aqui, eis a última semana em imagens...

18 de abril de 2014

As minhas razões para não comprar livros

O grande objetivo este ano é diminuir a minha pilha de livros para ler. De modo a poder cumpri-lo desenvolvi o meu desafio mini-pilha (mini-pilha 1 e 2 até agora), tento seguir algumas dicas da Célia, imagino-me a viver numa ilha deserta com um número finito de livros e agora resolvi compilar os fatores em que pensar quando me encontro numa livraria e pondero comprar um livro.

1. "Mulher não te desgraces! Pousa e afasta-te lentamente do livro que já tens muitos em casa!"
Antes que perguntem... Sim, aquilo é mesmo o que eu digo de mim para mim numa livraria e isto porque a contagem do passado fim de semana revelou quase 200 livros por ler... SÓ nas estantes do meu quarto! Mas há outras estantes cá por casa... e o Kindle! No Goodreads a contagem ascende a quase 700 títulos. É certo que tem alguns que quero reler, mas também não estão todos os que tenho nas estantes de casa. Livros adquiridos antes de 2007 não estão lá. Por isso medo... muito medo...

2. O relativo pouco respeito que as editoras têm pelos consumidores
Devo começar por dizer que este post surgiu na minha cabeça um pouco como reação a algo que aconteceu esta semana. Aparentemente, já não basta dividirem os livros a meio e eu até entendo em livros grandes, parece que querem começar a fazer livros só com 3 capítulos. :/ A trilogia de Paullina Simons anda debaixo do meu olho há anos e pensei que era desta que iam publicar a coisa toda e como deve ser, mas pelos vistos o volume que saiu agora, Tatiana, não corresponde ao original faltando-lhe... 3 capítulos. Procurai no Facebook o comentário em que a editora tenta justificar o sucedido, mas com este caso vem-me à memória um outro, que aconteceu com A Filha da Profecia em que falta um poema no final do livro.

É de admirar com isto que uma pessoa se vire para edições originais? Já sem falar de quando deixam as séries a meio ou deixam de investir em autores. Sim, é chato investir e não ter retorno, mas o leitor também investe em algo que agora não sabe se vai chegar ao fim e com o texto inteiro! Na era da informação em que vivemos começa a ser fácil apercebermo-nos deste tipo de coisas e parece-me lógico que uma pessoa se sinta defraudada quando se vê perante livros a que faltam capítulos e/ou parágrafos que ajudam a caracterizar uma personagem.

3. Os erros
Sim, mesmo na língua original há erros ortográficos, mas há livros que por vezes têm erros demais. Pensei que tinha escapado a este flagelo, digamos assim, ao ter pedido emprestado o primeiro volume de Assassin's Creed mas aparentemente tenho um livro com uma tradução atroz e que pronto, como não me apercebi porque ainda não li, não o posso devolver. E penso que é uma coisa que pode ser minimizada e mesmo evitável, se houver uma leitura atenta, sem prazos irrealistas para tentar cavalgar ondas. Eu sei que só não erra quem não faz, mas prefiro pagar por uma coisa decente que feita às três pancadas.

Resumindo e concluindo, porque penso que a meio afastei-me do que pretendia: não comprar porque já tenho muitos, o livro pode não estar completo e a série pode não chegar ao fim, o livro pode ter montes de erros, pelo que é melhor deixar a poeira assentar e fazer (ainda mais) alguma investigação antes. Comprar apenas se for para o ler de seguida ou for um must have mas daqueles que tenho mesmo de ter naquele exato e preciso momento.

16 de abril de 2014

As minhas razões para reler

Não sei se já disse mas o espaço para arrumar livros é crítico. Aliás, é mais ao menos como esta imagem que encontrei no Facebook de algumas pessoas amigas...


Pois que shelves já não há e, tenho a certeza, cheguei a um ponto em que se entra mais um livro em casa alguém pode ter de ir dormir para a rua. Podem ter uma pequena ideia de como as estantes estão seguindo este link, tendo em conta que já têm alguns anos logo há mais livros. :P Tive mesmo de comprar um baú (já não tenho o puff que penso se vê num dos vídeos) para comprar os livros que já tinha lido, de modo a eu a olhar para estante e ver, logo escolher, por entre títulos que não li as minhas próximas leituras. No entanto, há livros que são mais fortes que eu e que mesmo já os tendo lido por mais de uma vez (no caso do HP 4 ou mais O_o) têm lugar cativo na estante, não porque fiquem bem (apesar de ficarem :D) mas porque posso vir a ter a súbita necessidade de os reler.

Mas porquê, foram realmente assim tão bons? Porque a necessidade de pegar neles novamente? Bem, para isso tenho de falar neles. Como disse, há 26 livros que quero reler e eles são:
  • 6 volumes do Harry Potter - não me digam que estão surpreendidos! Falta o primeiro, que emprestei (sempre a espalhar a Pottermania), e é verdade que já reli por várias vezes a série, mas está a voltar aquela saudade! NUNCA outra série me disse tanto e julgo que nunca vai haver outra;
  • trilogia O Senhor dos Anéis e O Silmarillion - opá, simplesmente tenho de o fazer! São histórias belíssimas que ainda hoje me acompanham, sobretudo a cena nas Casas de Sarar. <3 É todo um mundo que se encontra naquelas páginas, que nasce e se desvanece. É óbvio que tenho de voltar à Terra Média, e descobrir outras histórias que também ali estão;
  • segundo volume do Outlander em português e a novela gráfica The Exile - parece que a tradução é atroz, mas a série está aí à porta e além disso tenho os restantes para ler, pois fiquei no quarto volume de, até agora, 8 livros e ainda há os da série Lord John Grey. Há personagens que sinceramente não quero reencontrar, basta ter de as seguir nos restantes livros, mas há também pormenores que já se foram da minha cabeça e, sinceramente, não há outra série que me faça viajar no tempo (percebem?! xD) como esta;
  • 2 volumes de Iron Seas - acho que nunca consegui escrever nada sobre a série, e sinto que devia pois é muito boa, e tenho também o terceiro livro para ler. Acresce que o quarto anda a sair aos bocados;
  • a trilogia (original) Sevenwaters - também nunca escrevi sobre ela, pois li antes de ter o blog e numa altura em que se escrevia no ficheiro Word, há muito que ele desapareceu no meio dos meus 2 casos de fritar o disco. *sad panda* Foi uma das primeiras recomendações internéticas que li, no seguimento do meu fascínio por Harry Potter e descoberta de fóruns dedicado ao fandom, assim como julgo ter sido também o primeiro que li com protagonistas femininas fortes, autênticos role model;
  • 3 volumes da saga Téméraire - dragões! A serem usados nas Guerras Napoleónicas! Estou cansada de estar à espera que a Presença se digne a publicar os que 5 que faltam, pois saíram até agora 8, e por isso andei a juntar as versões originais ao longo destes anos. Começa a estar na hora de ler tudo, pois o próximo parece ser o derradeiro, e convém refrescar a memória;
  • Possession - nem a propósito a Célia partilhou um artigo que descasca no livro, mas já era para o ter relido o ano passado para tentar acompanhar um read-a-long mas não foi a melhor altura. Sim, concordo com os pontos do artigo da Célia, pois apesar de o adorar e me ter arrependido de ter dado a versão que inicialmente e cuja capa mostrava o quadro "Beguiling of Merlin" (quem me manda ser parva?), consigo entender os seus defeitos e o porquê de não agradar a todos. Mas quero voltar a perder-me no romance daqueles dois autores fictícios;
  • Fantasma da Ópera - adoro a história, adoro o musical ainda que seja diferente, adoro romances epistolares, adoro o Persa. Tenho de voltar a ficar de coração partido com aquele final;
  • A Corte do Ar - sabem aqueles livros em que são largados sem perceber o mundo em que entram? Foi o que aconteceu neste e sinto que não desfrutei tanto do livro, das histórias e personagens, por querer tentar entender aquele mundo. Parecia que tudo se passava rapidamente e ao tentar focar-me numa coisa, havia outra a acontecer por trás e a passar-me despercebida;
  • os volumes 3 e 4 de As Crónicas de Gelo e Fogo - parei há tempos porque os volumes seguintes ainda não tinham saído em português, depois era o Martin que nunca mais acabava de escrever... enfim, fui adiando e agora há uma, perdão... duas cenas que jamais terão o impacto tivesse eu lido pela primeira vez, antes de as ver na série. Mas tal não há-de voltar a acontecer, espero;
  • As Crónicas de Nárnia - reli 5 livros o ano passado, faltam os restantes para voltar a acabar a série.
Eis os livros que estão na calha para as releituras. Felizmente vou conseguindo resistir ao seu chamamento, mas em alguns, porque fazem partes de séries que quero mesmo ler, vou ter realmente de pegar (mais cedo ou mais tarde) sob pena de não entender os volumes que se seguem. Triste a vida de um leitor, com livros novos a saírem todos os dias (ultimamente, e felizmente, nem tanto do meu agrado porque o hype começa a enjoar e acabam por não corresponder às minhas expetativas) e já tão boas coisas publicadas, que uma pessoa nem se sabe para onde se virar.

15 de abril de 2014

Só Ler Não Basta #15.1 - Leituras de Abril


Novo mês, nova primeira parte do SLNB, onde falamos de artigos que nos chamaram a atenção e dos livros que nos encontramos a ler. Lançamos também o tema que será discutido na segunda parte, em princípio no dia 26 de abril, e que se debruçará sobre personagens favoritas. Aquelas que, para nós, transcendem os livros em que aparecem.


Artigos interessantes:

Leituras:
Carla: Far and Away, de Sonja Massie
Diana: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, de Stieg Larsson 
Telma: A Marca de Kushiel, de Jacqueline Carey 


Podem dar a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads. Podem encontrar um índice da conversação no Youtube, seguir-nos no Google+ e, caso prefiram ouvir em vez de assistir ao vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

14 de abril de 2014

Foi Assim Que Aconteceu (2)

Criadores: Carter Bays e Craig Thomas
Atores: Josh Radnor, Jason Segel, Cobie Smulders, Neil Patrick Harris, Alyson Hannigan

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: última. Yep, chegou ao fim. Há por isso spoilers e rant. O texto que se segue é um rant, um desabafo. E custou tanto porque nunca pensei escrever tal coisa.

Opinião: O título deste post também podia ser "A série televisiva que me ensinou sobre relações... mas não da maneira que estão a pensar", e isto porque não foi com as personagens, muito menos com a história que aprendi algo, não. Se havia aprendido o último episódio deitou tudo abaixo ao ignorar 8/9 anos de evolução de personagens. Sim, porque eu, ao contrário do que aparentemente pensam os escritores, acredito que as pessoas evoluem, mudam, crescem. Nem sempre ao nosso gosto, é verdade, e há momentos em que os velhos hábitos voltam, mas o crescimento está lá, é impossível regressar completamente atrás. Mas foi o que aconteceu. Não devia estar surpreendida, sitcoms ou mesmo séries televisivas no geral, mais que os livros, são conhecidas por ignorarem por vezes a evolução de personagem se isso ajudar à história. Ajuda, por vezes, que uma personagem inteligente seja por momentos burra. Mas enfim, não era sobre isso que queria falar, estava a querer falar sobre como "HIMYM" me ensinou algo sobre relações.

Sim, dizia que foi a série, ou melhor a relação que tive com esta série, que mais me deu a aprender sobre relações. Peguemos em alguns pontos da Platinum Rule do Barney (eu sei que não se aplica ao caso mas a relações com alguém que vemos frequentemente) e observemos a evolução desta relação que acabou por não funcionar.

Atração (ou a primeira e segunda temporadas)
A minha relação começou como qualquer outra, já por aqui contei como estava em casa e de repente a apanhei na televisão... o primeiro episódio! Do início! Raramente coisas do género me haviam acontecido, costumo apanhar sempre as coisas a meio! Não desta vez! Devia ser o destino! Ainda por cima era sobre pessoas mais ou menos da minha idade, que estavam a passar pelas mesmas dúvidas e problemas que eu! E as personagens eram interessantes, com piada, podiam ser meus amigos! Onde tinha andado esta série toda a minha vida?!

Negociação (ou a terceira e quarta temporada)
Com o passar do tempo fui-me sentindo investida nestas personagens, mas e a mãe, onde andava a mãe? Mas lá começaram a aparecer sinais da mãe, um guarda-chuva amarelo, ela a frequentar uma aula dele. Só era pena demorar tanto tempo e nunca mais a vermos. Mas yeah, I thought it would be ok.

Submissão (ou a quinta temporada)
OMD! As personagens a crescer, as piadas recorrentes que me faziam sentir parte da série... Como é que podia não adorar ou como podia sequer pensar em abandonar a série?

O ponto de viragem (ou a sexta temporada)
Ok, eu estava a adorar, mas arrastava-se. E a mãe? Pouco ou nada se via dela, pelo contrário, meteram a Zoe que, como disse há tempos, foi "a mais irritante de todas as moças que passam pela vida do protagonista". Sim, é verdade que eu não gosto da atriz, não consigo explicar porquê, e devia ter prestado mais atenção. Muita gente começou a abandonar a série, eu comecei a tentar justificar a mim mesma porque é que continuava a assistir...

Purgatório (ou as últimas temporadas)
O interesse começou a esmorecer, só com um ponto ou outro de interesse, geralmente que pouco ou nada tinham que ver com o Ted.

Confrontação e o fim (ou os últimos episódios)
A mãe foi apresentada, vimos vislumbres dela que fizeram com que de certa forma também nos apaixonássemos por ela. Era a escolhida, a mulher perfeita para o Ted, ela era a mãe! Ela... ia morrer?... Ela estava morta?... A história toda era para o Ted pedir autorização aos filhos para voltar a andar com a Robin porque o casamento dela com o Barney não tinha dado certo?! O_o

Não consigo pôr por palavras a raiva que senti. O terem regredido personagens como o Barney ou a Robin foi o menos quando comparado com o facto de que a mulher que supostamente era a ideal, e meus amigos só o facto de ela ter paciência para aturar o Ted fazia dela A IDEAL (para além de santa!), acabar por ser um mero prémio de consolação! Foi como se o destino (tanto que Ted falou no destino) tivesse dito "pronto, a Robin está com o Barney, diverte-te com esta até morrer e poderes ficar com a outra, até porque queres filhos e a Robin não te os pode dar". E foi isso que mais magoou.

O romance épico não foi nada épico. De épico houve pouco ou nada. E não, não achei que o facto de ele gostar da Robin 25 anos depois fosse romântico (apesar de eu adorar histórias do género, veja-se o Persuasão), porque já tinha sido dito vezes sem conta que eram incompatíveis, foi um ponto que por diversas vezes durante a série foi debatido até à exaustão. Houve não sei quantas (a sério, perdi a conta) despedidas definitivas em termos do que o Ted sentia por ela. Foi uma coisa que supostamente morreu vezes sem conta. Voltar a trazer o mesmo à ribalta, justificar a série por causa disto foi um logro. Um logro em que podia ter embarcado se não tivesse investido 9 anos, dos quais uns 7 foram a ouvir "a Robin não é a mãe, eu e a Robin não estávamos fadados a ficar juntos, eu e a Robin nunca deu certo".

E foi isto que aprendi com a série. Não vale a pena continuar a insistir em algo que, a partir de certo momento, não dá para ver como pode voltar a ser o que era antes. Esta série era divertida, tinha piada, só eu sei o quanto mesmo na última temporada gostei de ver referências às anteriores, mas devia ter desistido quando vi que a coisa estava a demorar muito. Quando trouxeram a Zoe, quando a Vitória voltou, quando parecia que andavam a remexer no mesmo assunto que já cheirava mal de tão morto que já devia estar. Mas a esperança de que a coisa podia acabar bem, aqueles fogachos com a mãe, com o Barney a tornar-se digno de uma mulher que fosse, com a Robin a querer algo mais que uma carreira jornalística... A certa altura agarramo-nos a qualquer coisa, mas não impede que o fim chegue e que seja doloroso e me leve a questionar se o tempo e tudo o mais que investi valeu a pena.

Co-existência
Ainda está longe, mas não a coloco de lado. Neste momento não quero ter nada que ver com a série. Há finais que mesmo contrários ao que queria (caso do Harry Potter) consigo aceitar. Neste caso ainda não consigo, é muito recente.

Veredito: Durante muito tempo foi para ter na estante, mas agora não consigo pensar senão em como com tanta coisa para ver e tive de ver isto.

13 de abril de 2014

Projecto 365 - #151-157

Esta semana deu para descansar e soube mesmo bem.

#151
#151
Eu sei que é a vida, mas não deixa de ser assustador a quantidade de funerais que tenho visto desde a minha janela.

#152
#152
Ah! Preguiçar ao sol.

#153
#153
A minha leitura desta semana. Gosto tanto! <3

#154
#154
Devido a mudanças no trabalho, que não interessam para aqui, mudei de secretária ainda que no mesmo gabinete. Agora tenho uma secretária em L e também gosto tanto! (até começar a levar com o sol nos olhos porque estou praticamente de frente para a janela :P )

#155
#155
Andam por aí uns murais bem catitas.

#156
#156
Jamie e Claire! \o/ As coisas que se encontram quando uma pessoa se põe a contar os livros por ler nas estantes do quarto... Só para saberem: 193 por ler, 26 para reler. Isto sem contar com histórias gerais e catálogos. E é só no meu quarto, há outros livros que aguardam a vez de serem lidos noutras estantes da casa...

#157
#157
A próxima leitura.

12 de abril de 2014

True Detective

Criador: Nic Pizzolatto
Atores: Matthew McConaughey, Woody Harrelson, Michelle Monaghan

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira. Parece que foi renovada para uma segunda e que se vai centrar noutro caso, com outras personagens.

Opinião: É complicado escrever sobre uma série que nos apanha desprevenidos, seja porque a história não era o que pensávamos e porque nunca pensámos que os atores pudessem ser assim tão bons. Estava cética, assumo, pois uma série com o Matthew McConaughey, que geralmente via a fazer papéis em comédias românticas, e com o Woody Harrelson, que conhecia de comédias que costumo achar algo disparatadas, não era coisa que me chamasse a atenção; mas a Telma e um colega de trabalho insistiram e por isso lhes estou grata. Esta é das melhores séries policiais que vi nos últimos tempos, o que é dizer muito depois de ter adorado coisas como "Wallander" e "Forbrydelsen" (o "The Killing" original, proveniente da Dinamarca e cuja 3ª temporada me encontro a ver e a gostar bastante, como não poderia deixar de ser).

Para começar, a química entre os dois atores principais é notável. Depois, o que cada um dos dois confere à personagem que interpreta também é digno de nota, nomeadamente McConaughey como Rust Cohle. As personagens, mesmo a de Michelle Monaghan que aparece pouco mas com força, são tridimensionais, moralmente cinzentas e com ações que, apesar de condenáveis, nem por isso sou capaz de dizer que, perante a mesma situação, atuaria de modo diferente. É por isso interessante seguir a sua jornada através dos vários anos, já que a história começa a meio ou muito perto do seu desenlace.

Quase 20 anos depois de um primeiro caso em que Cohle e Marty foram chamados a resolver, vêem-se interrogados sobre a resolução do mesmo, parecendo que um serial killer está de volta ao ativo. Deste modo, através do inquérito a que ambos vão sendo submetidos, temos a possibilidade de ver a relação destes cimentar e azedar, percebendo o que os trouxe até ao momento presente e o que os move agora. Cohle parece um homem quebrado, que olhou para o abismo e que viu o abismo a olhar de volta. Marty, que se intitulava homem de família, parece que agora não a tem...

E sinto que perdi o raciocínio... A sério, já vos aconteceu querer falar sobre um monte de coisas e não conseguirem? Como a complexidade das personagens e como seguem um caminho, não para uma redenção ou salvação que não me parece possível, mas para uma aceitação de como são, do que os move e lhes dá força para viver. Cohle, que viu a sua filha morrer e que o terá atirado para uma espécie de depressão, parece incapaz de sair do lugar sombrio em que vivia para no final achar "que a luz está a ganhar", para ver uma luz no que o rodeia, em amigos (como Marty) que o acompanham. Marty parece perceber o quanto realmente precisa da família, quando antes talvez julgasse que o contrário é que era verdade. E sinto que não estou a conseguir fazer justiça ao caminho que estas personagens percorrem! *atira mãos ao ar* Talvez se falar antes da história...

A história em si também vai apresentando diferentes níveis e camadas, diferentes géneros. Se o título faz alusão a uma série policial, rapidamente vemos elementos que parecem sobrenaturais a aparecer, correntes filosóficas como o nihilismo, teorias sobre o espaço-tempo, simbolismos... Só os monólogos de Cohle parecem dar um enxerto de porrada, deixando uma pessoa extenuada e mesmo confusa, ponderando sobre o sentido da vida. A história vai-se desenrolando algo que lentamente, há um build-up tal que a certa altura sabemos que dali não pode vir nada de bom. Espera-se um grande BANG! e chegado o momento parece que a montanha pare um rato. Encontramo-nos de repente a meio do último episódio e a pensar "foi  isto?!" E então Cohle e Marty conversam e realmente percebemos que é assim, nem sempre se consegue todas as respostas, nem sempre há um grande bang!, nem sempre todos os "maus" são apanhados, só podemos fazer a nossa parte por muito pequena que seja.

Se o final parece que soube a pouco depois daquele build-up sobrenatural? Sim, mas nem por isso deixa de ser bom e, sobretudo, realista. Talvez o espectador, como Cohle e penso que como qualquer ser humano, tenha sido apanhado por teorias da conspiração, ligando sinais e coisas que não tinham nada haver com o assunto, ou não tinham o peso, a importância, que colocámos nelas, porque queremos que haja algum sentido que só nós vemos para justificar algo que pode, simplesmente, não ter explicação.

E mais uma vez sinto que me perdi no raciocínio. Um mês depois e a única coisa que posso dizer sem parecer tontinha é "opá vejam!" 

Veredito: Para ter na estante. Há coisas sobre as quais não dá para falar de forma coerente, há coisas sobre as quais não consigo  falar de forma coerente. Esta é uma dessas coisas. Vejam e avaliem por vocês mesmos.

10 de abril de 2014

Booking Through Thursday: Reduções de preço

A pergunta desta semana é...
Does the price of a book affect your decision about buying it? Do you wait for cheaper editions of books you want?
De momento posso dizer que o preço de um livro não afeta a minha decisão em comprar ou não, apesar de, claro está, preferir encontrar os livros a preços baixos. No entanto, agora sou capaz de pensar mais em "vou lê-lo já-já? Ou só o vou comprar para juntar aos outros livros por ler na estante e ganhar pó? Preciso mesmo de o comprar? Não será melhor pedir emprestado ou esperar um pouco a ver se a curiosidade continua?" Mas livros há que compro assim que saiam, não importa o preço, porque é de um autor preferido e sei que o vou ler logo de seguida, pelo que (raramente) dou o dinheiro por mal empregue.

Basicamente, compro menos mas são compras pensadas e de qualidade (em termos subjectivos está claro, ao meu gosto) pelo que não tendo a olhar ao preço.

9 de abril de 2014

Temporada Ficção Pós-Apocalíptica 2014 - o balanço final


Acho tão engraçado escrever "balanço final" quando... não li NADA! xD O meu plano era ler Oryx and Crake de Margaret Atwood em março mas a vida meteu-se pela frente e ler, qualquer livro que fosse, está quieto. Ainda assim planeio ler o livro, está na minha nova mini-pilha, mas não contará para este mês temático que acabou no passado domingo. Talvez para a próxima seja de vez. Third time's a charm, right?

8 de abril de 2014

Neverwhere [áudio-livro]

Autor: Neil Gaiman | Vozes: James McAvoy, Natalie Dormer, Benedict Cumberbatch
Ficção | Género: fantasia
Editora: BBC | Ano: 2013 (originalmente publicado em 1996) | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: a 24 de fevereiro, porque estava de folga e com um monte de tarefas por fazer em casa.

Opinião: Será possível eu gostar de um autor, das suas ideias e sentido de humor, mesmo das suas histórias até que aparentemente chegam a um ponto em que parece que falta algo para realmente as adorar, mas não gostar de o ler? É que o que tenho lido não me tem agradado por aí além, mas dêem-me filmes ou versões áudio, completas ou adaptações como neste caso, e parece que adoro! Ok, o American Gods tenho realmente de ler porque sinto que tendo ouvido a espaços houve coisas que perdi, mas começo a ter algum receio de pegar na edição física deste.

Como disse, esta versão trata-se de uma adaptação, por Dirk Maggs, e acompanhamos Richard Mayhew, com a fantástica voz do James McAvoy *suspiro*, que se vê arrastado para uma Londres alternativa. É interessante descobrir aquela London Below e apesar de, mais uma vez, a história não ter assim um rumo tão surpreendente, o (neste caso) ouvinte não consegue deixar de se sentir deslocado, como o protagonista, quando regressa ao mundo dito normal e ao seu dia-a-dia e a ansiar pelo que foi deixado para trás, naquele mundo estranho e com modos estranhos, mas que por momentos foi a coisa mais real que existiu.

A adaptação pareceu-me bem conseguida, ainda que algo apressada, e é sobretudo por isto que quero (e temo) ler o livro. Quero voltar a perder-me e conhecer ainda mais aquele mundo entre lacunas(?) da realidade, por onde desaparecem tantos outros. Mas e o medo de não tornar a ficar fascinada? A sério Gaiman, qual é o nosso problema?! De qualquer modo, dizia que pareceu-me bem conseguida e gostei muito da prestação dos diversos autores que deram voz às personagens, sobretudo de Natalie Dormer. Sinceramente, não vou à bola com a cara de enjoadinha dela (a Ana é que a descreve bem, mas de momento esqueci-me da expressão), irrita-me mesmo de maneira a pensar que realmente ela está bem para o Joffrey e o perder a cabeça como Ana Bolena foi mais que merecido, mas aqui a sua performance surpreendeu-me pela positiva. Conclusão, penso que o mal é mesmo a cara da moça. :D

E acho que é isto. Eu bem tento tirar as teimas com o Gaiman, mas a coisa está complicada. Gosto ou não gosto? Entusiasma ou aborrece?... Acho que nunca tive uma relação assim com um autor. :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

7 de abril de 2014

Porque música é poesia (31)

Sei que ando a passar demasiado tempo com o meu irmão quando ele está sempre a ouvir ou a trautear a mesma música e ela agora não me sai da cabeça. E eu nem conheço assim tão bem a banda, tirando uma cover que eles fizeram e que o meu irmão também fez, e ainda vai fazendo, questão de andar a ouvir e trautear sem conta...



Arctic Monkeys - Do I Wanna Know?

Have you got colour in your cheeks?
Do you ever get the fear that you can't shift the type that sticks around like summat in your teeth?
Are there some aces up your sleeve?
Have you no idea that you're in deep?
I dreamt about you nearly every night this week
How many secrets can you keep?
'Cause there's this tune I found that makes me think of you somehow and I play it on repeat
Until I fall asleep
Spilling drinks on my settee

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Was sort of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Crawlin' back to you
Ever thought of calling when you've had a few?
'Cause I always do
Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawlin' back to you

So have you got the guts?
Been wondering if your heart's still open
And if so I wanna know what time it shuts
Simmer down and pucker up
I'm sorry to interrupt
It's just I'm constantly on the cusp
Of trying to kiss you
I don't know if you feel the same as I do
But we could be together if you wanted to

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Was sort of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Crawlin' back to you (crawling back to you)
Ever thought of calling when you've had a few? (you've had a few?)
'Cause I always do ('cause I always do)
Maybe I'm too (maybe I'm too busy) busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawling back to you

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Was sort of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

(Do I wanna know?)
Too busy being yours to fall
(Sad to see you go)
Ever thought of calling, darling?
(Do I wanna know?)
Do you want me crawling back to you?

6 de abril de 2014

Projecto 365 - #144-150

Woohoo! Cheguei aos 150 dias! A poucos dias dos 5 meses! *\o/* Vamos então passar às imagens da última semana...

5 de abril de 2014

4 de abril de 2014

Zombieland

Director: Ruben Fleischer
Escritores: Rhett Reese, Paul Wernick
Atores: Jesse Eisenberg, Emma Stone, Woody Harrelson, Abigail Breslin

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Estava eu sossegadinha uma noite em casa, a fazer esse maravilhoso desporto que é o mapling, com a sua vertente de zapping, quando passo pelo AXN e surge o meu irmão a dizer "olha que o filme é bom!" Desconfiada, porque o filme prometia zombies, coisa de que jamais pensei cativasse a atenção do meu irmão, lá lhe pedi mais informação sobre o dito cujo e ele se sai com uma frase tipo "foi por causa deste filme que comecei a correr, o protagonista tem uma série de regras..." e a partir daí só me lembro de ele dizer "blah, blah, blah" porque a primeira parte da frase havia-me apanhado desprevenida... Aparentemente o meu irmão tem medo de um apocalipse zombie e começou a correr para perder peso, manter-se em forma e não ser devorado! xD Não sei dizer como isto me fez feliz! O meu irmão tem uma pancada! xD LOL Ele a manter-se caladinho quando comecei a correr, fazendo-lhe companhia, e queixava-me de que eu não serviria para heroína de livros distópicos e outras coisas que tais, e ele afinal começou a correr porque... ZOMBIES! xD Só por isto o filme já vale 5 estrelas!

Mas falando do filme em si... Ora bem, ele não é nada de outro mundo, é a partes previsível, mas a história e os atores são competentes. A princípio parece algo extraordinário que a personagem do Eisenberg sobrevivesse naquele mundo (não é por nada mas o rapaz parece um pouco choninhas), no entanto o seu conjunto de regras acaba por tornar a sua sobrevivência realista. Os restantes atores também vão muito bem, sobretudo Woody Harrelson, especialmente depois de ver a sua performance em "True Detective". É por este tipo de filmes que o conhecia, comédias aparentemente disparatadas, mas percebe-se que apesar de não serem papéis memoráveis, que marcam vidas, são os que mais divertimento dão a um ator e parece-me notório neste caso. Mas tanto nele como nos restantes atores, mesmo Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin se devem ter divertido a fazer o filme.

Eu pelo menos sei que me diverti a vê-lo, mesmo sem a história do meu irmão. xD Tem bastante gore, para quem como eu gosta de ver filmes com coisas nojentas (não sempre mas há dias), e o humor resulta. Surpreendeu-me bastante e nunca pensei que fosse possível num filme com a premissa deste e com zombies.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

3 de abril de 2014

Booking Through Thursday: Anotações

A pergunta desta semana é...
Do you write in your books? Highlight? Make notes? Or do you like to keep your copies as pristine as possible?
Tirando os livros escolares enquanto andava no ciclo e secundário, nunca fui de escrever ou fazer qualquer outro tipo de anotações dos livros. Não é que queira mantê-los impecáveis é sobretudo porque, tendo usado livros da biblioteca anotados, descobri que essas marcações desviavam a minha atenção do texto.

Sim, é engraçado ver uma passagem sublinhada e tentar perceber o porquê de o ter sido, assim como é engraçado ver comentários a certas partes e situações, mas não deixa de distrair. Se alguém for a ler os meus livros, quero que se concentre no texto escrito, não quero que as minhas anotações ou pensamentos durante a leitura ganhem qualquer tipo de destaque.

2 de abril de 2014

Só Ler Não Basta #14.2 - Literatura no Feminino


E como prometido, cá estamos com um vídeo a falar sobre a literatura no feminino. Reconhecendo que é um tema, como outros, que dá pano para mangas, resolvemos centrar-nos em autoras e mundo editorial. Para tal, estivemos à conversa com a Safaa Dib, da editora Saída de Emergência e que edita também a Revista Bang! Por entre menções, como não poderia deixar de ser, a autoras favoritas, desmistifica-se um pouco a visão da presença das mulheres na literatura, pois dominam mesmo vários mercados e/ou géneros, e o porquê de, apesar disso, existirem iniciativas como o #ReadWomen2014.


Podem também visitar o tópico de discussão no Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de assistir ao vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

1 de abril de 2014

Março 2014

Já se adivinhava... Claro que a um mês curto e calmo, tinha de se seguir um longo e stressante. *cai escarrapachada em cima da secretária* E diga-se que apesar de longo passou a correr. Tão a correr que pouco li, pouco vi, pouco ou nada escrevi, na verdade acho que pouco fiz mais que trabalhar, dormir e comer! Não sei como fui arranjando tempo para tirar fotos para o Projecto 365, desconfio que muitas foram feitas em casa, antes de ir dormir porque me lembrava de que não teria tirado durante o dia estafante que havia tido. Mas não deixou de ser um bom mês, sobretudo em termos profissionais, tendo visto a concretização de projectos em que tive envolvida de diferentes maneiras. :)

Agradecia que a coisa acalmasse, que eu não consigo manter o ritmo frenético que muitas vezes os acontecimentos exigem e não gosto de ser a pessoa que tem de andar a bater o pé e a correr atrás dos outros para que as coisas que não são da minha responsabilidade apareçam feitas. Mas também devo confessar que gostei de saber que se for preciso, mal ou bem, consigo desempenhar esse papel. Eu diria mais mal que bem, mas a minha experiência também não é muita, por isso...

Livros lidos:
  1. The Mysterious Death of Miss Austen de Lindsay Ashford - Se fosse emprestado, pouco se perdia com isso
Filmes vistos:
  1. The NeverEnding Story - Vale o dinheiro gasto
  2. Surf’s Up - Deu na televisão e pouco se perde com isso
Séries vistas:
  1. True Detective (temporada 1) - Para ter na estante
Ofertas:
  1. The King in Yellow [e-book] de Robert W. Chambers, grátis na Amazon

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - adquiri 1 e li 1 por isso saldo de 0 livros retirados à pilha! Woohoo! Pelo menos não a aumentei! \o/
Disney Movie Challenge - continuo com 6 filmes vistos de 98. Tenho de ver se acelero o passo.

Artigos:
  • Uma perspetiva interessante sobre personagens femininas numa série que me fascinou por completo;
  • Poderá ser? Estará o dia a chegar? Não... mas mesmo assim, talvez já tenha estado mais longe o poder comprar um e-book na livraria ali da esquina...;
  • Diferença entre filmes Walt Disney... e Disney;
  • Ainda não consigo afirmar, como a autora do artigo, que ter uma lista pré-definida funcione comigo, já por outras ocasiões se viu a coisa falhar redondamente, mas tendo em conta o meu desafio mini-pilha a coisa este ano até parece que está a correr bem...;
  • Sobre o porquê de as distopias serem um género de que as pessoas gostam. Não é que tenha lido muitas, mas é de facto interessante poder viver os nossos medos, no que toca à sociedade em que vivemos e em que se pode vir a tornar a partir de uma distância segura, servindo de alerta e contribuindo para uma maior percepção da força que um indivíduo e/ou grupo e ideias podem mesmo ter.

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