1 de Agosto de 2014

Book Confessions (23)

E tenho mesmo, em algumas situações, lembrar-me de que estou a ler um livro, que se passa tudo na minha cabeça. Mas nas sábias palavras de Dumbledore:
Of course it is happening inside your head, Harry, but why on earth should that mean that it is not real?

31 de Julho de 2014

Julho 2014

Estou demasiado cansada para qualquer tipo de balanço mais aprofundado, nem quero falar do mês que tive até porque não me recordo de parte dele, tanto que passou a correr. Quero férias!...

Livros lidos:
  1. Graceling: o dom de Katsa (Graceling Realms, #1) de Kristin Cashore - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
  2. The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1) de Lois Lowry - Emprestado e pouco se perde com isso
  3. Hopeless (Hopeless #1) [e-book] de Colleen Hoover - Não acabei
  4. Oryx and Crake (MaddAddam trilogy, #1) [e-book] de Margaret Atwood - Vale o dinheiro gasto
  5. Ireland Rose [e-book] de Patricia Strefling - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
Filmes vistos:
  1. As Bonecas Russas - Emprestado e pouco se perde com isso
  2. O Padrinho - Para ter na estante
  3. Scott Pilgrim vs. the World - Deu na televisão e pouco se perde com isso
  4. Wild Wild West - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
  5. Um Azar do Caraças - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
  6. Monty Python Live (mostly) - Para ter na estante (não é filme mas como vi no cinema é como se fosse :P)
  7. Papuça e Dentuça - Emprestado e pouco se perde com isso
Compras:
  1. Para Sir Phillip Com Amor (Bridgertons, #5) de Julia Quinn
  2. Silver Shadows (Bloodlines, #5) [e-book] de Richelle Mead
Empréstimos da BLX:
  1. The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1) de Lois Lowry

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - comprei 2, veio 1 emprestado e li 5, logo o saldo é de 2 livros retirados à pilha! *\o/*
Disney Movie Challenge - 8 filmes vistos de 98.

Artigos que me chamaram a atenção:
  • Se as casas de GoT participassem no Mundial de futebol estes podiam ser os seus equipamentos.
  • Obrigada à Célia por isto e que também levou a isto. Shakespeare <3
  • Ursula le Guin escreve sobre Clarabóia de Saramago no The Guardian.
  • Eu, pessoalmente, acho isto assustador. Sei que com os e-books dá para perceber onde é que as pessoas abandonam o livro e talvez o porquê, daí que a informação possa ser usada pela indústria para imensos fins, mas um marcador que manda tweets? O_o Eu se estou a gostar de um livro mal posso esperar por voltar a pegar nele, geralmente ficam imenso tempo sem serem lidos os que não me estão a cativar por aí além e não é um tweet que me faz mudar de ideias. E também há aqueles casos em que a vida se torna caótica e, por muito que se queira ler, não se consegue realmente arranjar tempo e/ou disposição. Já basta o Big Brother que existe na internet, nos espaços públicos, ainda ter um que controla o meu tempo de leitura?!
  • Top 10 Comic Strips porque em primeiro lugar só podia estar a melhor comic de todo o sempre! *abraça a "bíblia de Calvin and Hobbes", todos os seus gloriosos 3 volumes*
  • If you've ever wondered why, Disney tales all end in lies, here's what happened after all their dreams came true... parte 2. Continuo a preferir a primeira mas esta também está gira.

29 de Julho de 2014

Só Ler Não Basta #18.2 - Outlander


Este mês não há convidados, aparentemente dizem que têm direito a férias (:D), mas não é por isso que a conversa não deixa de ser grande. Desta feita falamos de Outlander da Diana Gabaldon, livro cuja adaptação televisiva estreia pelos States em breve e que é conhecido por ser tudo menos um livro pequeno. :D Beware of spoilers. E Jamie.... *suspira*


Links:
Página oficial da Diana Gabaldon
Página da Starz sobre a série televisiva
Lista de reprodução da Starz sobre Outlander

Podem participar nas discussões no grupo do Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

28 de Julho de 2014

Projecto 365 - #257-263

Mais uma semana e já falta pouco mais que 100 dias para o final. Devo dizer que já esperava que isto fosse difícil mas não tanto. A minha vida é, aparentemente, aborrecida com pouca coisa que mereça a pena ser fotografada. Ou até é boa e como estou entretida esqueço-me de fotografar. :P

#257
#257
Uma das coisas irritantes em livros gratuitos auto-publicados na Amazon, má edição e falta de algum tipo de supervisão, nem que seja para apontar erros.

#258
#258
Não sei que raio de definições tinha para a foto sair assim. O_o Mas ao fundo vê-se uma fila enorme de turistas, porque há dias em que português é a língua que eu menos oiço, e este foi um desses dias.

#259
#259
Acho que preciso de uma mochila nova.

#260
#260
Há dias em que parece que só vim para aqui para carregar livros e arrastar móveis. E é obras por todo o lado. Ele foi o chão, agora são as janelas... Ao menos acabam-se as correntes de ar no inverno e as janelas empenadas no verão que não deixam entrar a aragem. \o/ *canta "always look on the bright side of life"*

#261
#261
Porque uma moça não pode ter só livros, precisa de ter algumas das suas bandas sonoras preferidas. Já só falta encontrar a do Gladiador! *_*

#262
#262
Dia calmo à receção, fazendo mais de porteira que de outra coisa e podendo colocar alguma leitura em dia...

#263
#263
Pena é que a leitura viesse com defeito. :(

26 de Julho de 2014

Booking Through Thursday: Cartas

Não é quinta feira mas a pergunta esta semana também já surgiu, pelo menos no meu feed, mais tarde. E a pergunta é...
Different kind of reading … what do you think about letters? Do you ever send them anymore? Receive them? Or do you just do email and texts instead? Do you miss the days when people used to write letters?
Nunca fui muito de escrever cartas, mas houve uma altura, quando mudei de casa e de escola e não havia internet como há hoje, nem sequer os telemóveis estavam assim tão disseminados (meu Deus sinto-me tão velha!), que me correspondia com uma amiga. Tirando esse período (que acabou por não ser muito longo porque logo a seguir... telemóveis!!!) não, nunca recebi muito nem escrevi.

No entanto, uma das minhas formas literárias favoritas é o romance epistolar. Chamem-me cusca mas adoro conhecer as personagens através das suas cartas e dos seus diários, dos seus escritos mais pessoais. Até agora não li muitos, mas os que tenho lido tornam-se rapidamente em livros favoritos. E o fascínio começou com O Fantasma da Ópera. :)

25 de Julho de 2014

Graceling: o dom de Katsa (Graceling Realm, #1)

Autor: Kristin Cashore
Ficção | Género: fantasia
Editora: Alfaguara | Ano: 2010 (originalmente publicado em 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 435 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 25 de junho a 3 de julho. Ele andava a piscar-me o olho, salvo seja. Estava constantemente a olhar para ele na estante e achei que seria agora ou nunca.


Opinião: Tinha tanta expetativa para este livro. Não que tenha lido muitas críticas mas a maior parte do que tinha lido era-lhe favorável, a sinopse era bastante apelativa, e por isso achei que seria um regresso em grande ao género fantástico. Mas não foi. E não é por achar que seja mau ou horrível, é mais uma sensação de que se o tivesse lido há uns anos atrás teria gostado mais, mas com tudo o que já li de fantástico, o que até não acho que seja muito, acabou por ser uma leitura muito mediana.

Para começar, a protagonista é algo jovem logo irritante. Tem cerca de 18 anos mas comporta-se de maneira ainda muito adolescente de 14, ou algo assim, aquela idade em que andam a querer dar porrada sobretudo para mostrar que gostam de um rapaz. Não que seja o que acontece aqui mas era a imagem que eu tinha. Ela anda sempre com vontade de andar porrada às pessoas, e eu até entendo porque também sinto que era capaz de dar um valente par de estalos a muita gente que se atravessa no meu caminho acaba por ser um aspeto importante da sua vida, molda-a como personagem, mas a certa altura só lhe queria gritar que há mais no mundo do que lutas! E que fizesse algo mais construtivo que não fosse tratar de tudo com violência, esfregar na cara dos restantes que lá porque tem o dom de matar assim *estala os dedos* não precisa de o fazer. O giro seria mostrar como todo o mundo estava enganado sobre ela...

E depois há o Po. :/ Não fiquei fascinada como outras leitoras porque o moço é um pouco para o masoquista, não? Quer dizer, ele luta com a Katsa sabendo que vai levar uma boa ensaboadela e não se importa? Ele gosta de levar porrada não é? Cheguei a imaginar os treinos do género "oh sim Katsa, bate-me, com mais força, magoa-me como só tu me consegues magoar, faz o meu sangue fluir, parte-me a cana do nariz! Oh sim! *inserir anúncio do Herbal Essences*" (eu sei, a minha mente imagina cenas muito estranhas).

Além das personagens, a história pareceu-me algo parada, sem que isso ajudasse à caracterização das personagens (sim, queixei-me da constante ação do anterior, agora este é demasiado parado, não sou fácil de agradar) ou à evolução da trama, pois só vamos sabendo umas coisas aqui e ali o que não ajudou a sentir qualquer suspense ou tensão. A maior parte do tempo é passado com eles a andarem de um lado para o outro, a Katsa chateada por alguma coisa ou outra, a lutar para se sentir melhor, e pouco há de desenvolvimento até que chega o terço final do livro... e acaba. Cheguei mesmo a fechar o livro e a dizer "mas foi isto?" É tudo tão anticlimático! É tudo resolvido rapidamente, sobretudo o confronto com o "terrível e temível" vilão, que teve pouco ou nenhum tempo de antena. Não chega a um "vim, vi, fui vencido" foi mais um "... fui vencido". :/

Entendo que este livro talvez seja dirigido a um público no qual já não me enquadro mas não consigo deixar de pensar que, em vez de tanto andarem de um lado para o outro, a autora podia ter optado por perder páginas com alguma intriga política. Supostamente isto é uma saga sobre 7 reinos, na tradução portuguesa, ou sobre o reino dos Gracelings, no original, mas pouco acabamos por saber dos seus poderes para além de que são variados e que os Gracelings têm um olho de cada cor. Os poderes acabaram por parecer mais um justificativo para qualquer caso de Deus Ex-Machina de que a autora se lembrasse de atirar para a história (está frio e neve, ninguém naquelas condições conseguiria acender um lume mas a Katsa faz fogo porque o seu poder lhe permite isso!!!) de modo a desenrascar as personagens, só porque sim.

Ficou (muito) aquém do que esperava e é uma pena, pois sinto que o mundo poderia ser melhor explorado, a história poderia ter sido mais interessante, e o poder do vilão ter tido mais destaque e ser realmente o foco da história.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. 

23 de Julho de 2014

Serpente (NUMA Files, #1)

Autor: Clive Cussler e Paul Kemprecos
Ficção | Género: thriller
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2008 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 432 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 16 a 22 de junho. Apesar de o thriller anterior não ter sido grande coisa, quis insistir no género.


Opinião: As semanas passam tão a correr que quase nem me lembrava de escrever sobre este livro. Quer dizer, eu até pensava que já tinha escrito mas deve ter ficado tudo na minha cabeça. Não é a primeira e não me quer parecer que vá ser a última vez que acontece. :P

Mas o facto é que também pouco há a dizer. Peguei neste livro depois da desilusão que foi o Seven Ancient Wonders um pouco por embirração. Queria ler um thriller só porque queria ler algo com ação e arqueólogos, e apesar de não ter sido muito melhor que o anterior, pelo menos a parte relativa às escavações arqueológicas sempre se aproxima mais da realidade, ainda que as equipas não sejam corridas a tiros e tal. Felizmente... :D

A história é, a início, interessante desenvolvendo a ideia de que teria havido contactos entre os continentes europeu e africano com o americano antes da descoberta daquele por Colombo. Tudo isto foi agradável de seguir, até mesmo a parte que envolve o Colombo e uma suposta quinta viagem, mas a certa altura a ação começa a aborrecer porque acontece tudo e mais alguma coisa às várias personagens. Até lutas debaixo de água, perseguições no meio da floresta, sei lá que mais. Enfim, o constante ritmo frenético da ação acabou por cansar, até porque quando essa ação parava era para expôr os avanços das investigações, o que acabava por ser algo repetitivo. Dava por mim a dizer, mesmo a falar de mim para livro, "ok, eu percebi o que encontraram e o que está a acontecer, anda é com a história para a frente!" O último terço do livro então foi realmente custosa de ler, porque só queria que chegasse ao fim, e acabei por ler na diagonal. Não sei se foi por ter lido assim mas o final acabou por me parecer bastante anticlimático até porque, depois da constante ação por todo o livro, não surpreendeu.

As personagens também não me pareceram as mais interessantes para continuar a seguir, este livro bastou-me. Kurt Austin pareceu-me um alter ego de Clive Kussler (é impressão minha ou os autores de thrillers deste género gostam de desenvolver alter egos, veja-se Dan Brown e José Rodrigues dos Santos), não achei a sua amizade com Joe Zavala nada de especial e os diálogos em vez de me fazerem rir, como penso que seria suposto ou pelo menos sorrir por ter alguma piada, fez-me mas foi revirar os olhinhos. Não digo que seja a típica conversa machista mas, a sério, não estava com paciência para aquilo.

Não é tudo mau. O pouco que mostra de escavações e investigação arqueológica é credível, e tive pena que não confirmasse ou enunciasse, nem que através de fontes bibliográficas, em que se tinha baseado para tentar mostrar uma conexão entre os dois lados do Atlântico pré-Descobrimentos, já que é um tema pelo qual tenho alguma curiosidade e bibliografia é sempre bem vinda. Mas em termos de personagens a coisa pareceu-me fraquinha e a constante ação acaba por fartar um pouco, acho que resulta melhor em filmes.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. 

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