29 de Outubro de 2014

The First Star to Fall (For Darkness Shows the Stars, #1.5) [e-book]

Autor: Diana Peterfreund
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Noise Court Press | Ano: 2013 | Formato: e-book | Nº de páginas: 34 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book no final de 2013, e o livro que o antecede, como prenda de Natal de mim para mim mesma, ainda que este estivesse a preço 0 na Amazon. :D

Quando e porque peguei nele: 19 de outubro. Tinha acabado de ler o livro e precisava de mais!


Opinião: Depois de ter gostado bastante de For Darkness Shows the Stars, resolvi ler esta novela pensando que continuaria a história de Elliott e Kai mas não, serve de introdução a uma outra, com diferentes personagens e aparentemente baseada em The Scarlet Pimpernel. E eu até sabia disto, tinha lido a sinopse e tudo(!), mas a minha memória de peixe...

De qualquer forma, a história pareceu-me interessante ainda que a sua cronologia me tenha deixado algo confusa. Passa-se no mesmo mundo que o anterior, que acaba por ser o nosso num futuro pós-apocalítico, mas quando?! É na mesma época mas num local diferente do planeta?! É ainda mais no futuro, após mudanças que tenham sido introduzidas pelo que aconteceu na história de Elliott e Kai?! Há a mesma separação entre Luddites e Post-Reduced mas com outros nomes, já não há Reduced nem tecnofobia. Aqui a tecnologia existe e parece bem mais evoluída do que em For Darkness Shows the Stars. Enfim, a minha cabeça, talvez por ter lido este logo que acabei o outro, não conseguiu processar a época e por isso senti que estava a ler algo completamente diferente, o que fez com que o entusiasmo esfriasse um pouco.

No entanto, gostei da história ainda que os personagens também me tenham deixado um pouco de pé atrás. Promete ser uma história de espionagem e acho engraçado a Persis deixar uma marca para trás, mas como não conheço a obra original e fiquei com tantas dúvidas quanto ao mundo, não sei se vou partir já-já para o Across a Star-Swept Sea.

Veredito: Foi gratuito e pouco se perde com isso

28 de Outubro de 2014

For Darkness Shows the Stars (For Darkness Shows the Stars, #1) [e-book]

Autor: Diana Peterfreund
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Balzer + Bray | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book no final de 2013 como prenda de Natal de mim para mim mesma.

Quando e porque peguei nele: entre 10 e 19 de outubro. Porque sim, estava a querer, mais uma vez, reler o Persuasão mas achei que seria melhor avançar para algo semelhante mas diferente. :P


Opinião: Este era daqueles livros que mais ansiava ler mas também mais temia. Como não sentir tais coisas contraditórias quando este livro era anunciado como um recontar de Persuasão que é só o meu livro preferido da Jane Austen e um dos meus livros preferidos de todos os tempos?! O que é que um livro passado num futuro distante, após um evento apocalíptico que baniu a tecnologia e fez com que parte da população sofresse uma espécie de défice cognitivo, poderia ter em comum com o meu adorado livro?

Mas é verdade. Nota-se a influência do livro de Austen não só em algumas personagens como também em diversas situações, no entanto e felizmente, a meu ver, a autora também consegue afastar-se da história original e escrever uma verdadeiramente sua, o que tornou este livro numa bonita e original homenagem. Provou o que há muito suspeitava, que uma história mesmo tendo bastantes traços em comum com tantas outras, ou uma muito específica, ainda assim tem muito que oferecer mudando-se um ou outro aspecto.

Gostei bastante do pormenor das cartas, como de resto já tinha gostado na prequela, que não chegam aos calcanhares da carta do Cap. Frederick Wentworth *suspira* mas acaba por ser um engenhoso artifício para dar a conhecer a antiga relação entre Kai e Elliott, as personagens principais, assim como de aprofundar a construção deste mundo.

As personagens também estão um pouco abaixo das criadas por Austen, sobretudo Kai que me pareceu muito mais bruto que Wentworth e, em algumas situações, muito mais infantil. De facto, achei que a idade dos protagonistas também não ajudou a que estas tivessem mais profundidade ou me identificasse tanto com elas, já que uma das coisas que mais me cativou em Austen foi o facto de as suas personagens serem bem maduras, com carácter definido e forte. Kai, como disse, ressente-se um pouco sendo ou tendo algumas atitudes infantis quando em Wentworth essas atitudes são mais a imagem de orgulho. Já Elliott pareceu-me um pouco mais bem conseguida mas ainda assim uns furinhos abaixo da minha Anne. Também gostei que a família North não fosse parvinha ou tapadinha de todo, como acontece no livro original, e pareceu-me que a maneira que a autora arranjou para se debruçar sobre a aristocracia de sangue e "novos ricos", digamos assim, foi muito bem conseguida.

Posto isto tudo, fui agradavelmente surpreendida. Aparentemente os meus receios não tinham razão de ser mas acho que é normal quando se lê opiniões sobre outros livros baseados nos de Austen que tanto deixam a desejar (a Slayra deve poder indicar-vos alguns exemplos). Nota-se o carinho que a autora tem pela história mas nem por isso se sentiu presa à mesma e acaba, com este livro, por contar uma história muito sua. Será uma autora a ter debaixo de olho.

Veredito: Vale o dinheiro gasto

27 de Outubro de 2014

Só Ler Não Basta #20.2 - Calhamaços


Neste episódio debruçámo-nos sobre calhamaços e tivémos como convidada a Márcia, dos blogs Planeta Márcia, Fugir para Ler e uma das participantes na Roda dos Livros, que não se deixa intimidar por livros de tamanho considerável. :D

Falámos do que consideramos um calhamaço, como os transportamos e que acessórios tornam a sua leitura mais confortável. Por entre outros tópicos, há também bastantes sugestões de leitura, como sempre, que estão disponíveis, assim como um índice da conversa, no Youtube. Não deixem de ler também as participações no grupo do Goodreads

26 de Outubro de 2014

Projecto 365 - #340-353

Nestas duas últimas semanas pensei em desistir. Não estive com paciência para tirar fotos, sobretudo porque andei demasiado cansada, mas com o fim a chegar lá fiz um esforço pelo que, para variar (ou não), houve dias em que não tirei fotos e compensei noutros. Não que faça diferença porque entre reuniões, trabalho e casa os dias foram muito semelhantes.

22 de Outubro de 2014

Curtas: Iron Man, Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book]

Título: Iron Man
Realizador: Jon Favreau
Baseado nas comics da Marvel por Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway
Atores: Robert Downey Jr., Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Ok, isto já vai tarde mas a minha ideia era ver os dois primeiros filmes e falar um pouco sobre eles. No entanto, como ainda não vi o segundo vamos ficar-nos apenas pelo primeiro.

Pareceu-me um bom filme de ação, ainda que muitíssimo previsível, nomeadamente no que toca ao vilão. A sério, mal aparece numa cena e uma pessoa descobre logo, pelo que o twist acabou por ser completamente irrelevante. Algumas stunts também me pareceram demasiado irrealistas, na medida em que duvido que fosse possível o Tony Stark sobreviver sem qualquer tipo de mazelas mesmo tendo virado um super-herói.

No entanto, o mais interessante de seguir foi mesmo a change of heart (ah!) que se dá na personagem principal e que o Robert Downey Jr. encarnou na perfeição. O homem nasceu para este papel! A mudança é subtil, dando-se em termos de ideais e não de carácter o que tornou a coisa muito realista, tendo em conta tudo pelo que o Tony passa.

Fica a curiosidade para ver os restantes filmes, até porque há os "Avengers" que já vi, mas continuo sem vontade de pegar nas comics do Homem de Ferro. X-Men, Homem-Aranha, Thor, pode ser mas acho que o Tony não será para mim.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book]
Autor: Anna Elliott
Ficção | Género: fantasia
Editora: - | Ano: 2010 | Formato: e-book | Nº de páginas: 78 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: em 2011 estava disponível no site da autora e penso que continua.

Quando e porque peguei nele: já tinha tentado pegar nele no ano passado, sem grande sucesso, e voltei à carga este ano pela terceira vez, depois de uma outra tentativa entretanto e do sucesso com Jane Eyre cuja leitura também só à terceira é que foi.

Sinopse

Opinião: Este é um pequeno conto que se centra em Morgana e Merlin mas o seu maior ponto de interesse, para mim, acabou por ser o facto de se debruçar sobre uma parte do mito arturiano que não conhecia, os dragões de Dinas Ffareon. Achei muito interessante o modo como tal mito foi usado, muito credível na medida em que mostra a mentalidade da época na forma como Merlin passa a ser o feiticeiro que conjura dragões.

No entanto, a história em si pouco interesse tem, mostrando uma relação entre as personagens que talvez poderia ser mais trabalhada mas que acaba por resultar nesta situação. As visões de Morgana pouco mais vêm acrescentar ou pouco trazem de novo a uma história já tão explorada.

Não sinto qualquer curiosidade em saber mais e por isso não penso investir no resto da série, de que este conto é uma prequela. O único ponto de interesse parece ser a história centrar-se em Tristão e Isolda, que não sei como se relacionam com o mito de Artur por conhecer pouco ou nada da sua história original. Talvez me debruce primeiro sobre a história deles e logo vejo se valerá a pena ler os livros desta série.

Veredito: Foi gratuito e pouco se perde com isso.

20 de Outubro de 2014

Jane Eyre [e-book]

Autor: Charlotte Brontë
Ficção | Género: romance
Editora: Projecto Gutenberg | Ano: originalmente publicado em 1847 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Foi dos primeiros e-books que meti no meu Kindle em 2011 e de fiz download no site do Projecto Gutenberg.

Quando e porque peguei nele: entre 1 e 7 de outubro, porque estava de férias, só com o Kindle na mala e este livro pertencia à segunda mini-pilha.

Opinião: Ainda bem que coloquei o livro de lado quando tentei ler a primeira vez mas não o descartei de todo, porque opá é tão bom!

Começo por dizer que o interesse com que o li nem sempre foi o mesmo, houve ali uma parte que parecia que nunca mais acabava, mas tirando isso eu quase que queria devorar o livro e assim que o acabei só me apetecia recomeçá-lo. Acho que já disse que tal coisa não é normal em mim mas foi o segundo livro este ano em que tal aconteceu. Como não querer voltar a um livro com uma protagonista como Jane?

Cedo se percebe que ela é uma pessoa cheia de força interior. Ela basta-se a si própria, tenta tirar o melhor partido das situações que encontra no seu caminho e não tem medo de enfrentar quem a pisa, ainda que a mostarda lhe tenha de chegar ao nariz. Mas foi este último traço do seu carácter com que mais me identifiquei e cobicei-lhe os restantes, sobretudo a sua força porque ela é um portento mesmo que aparentemente muito calma. Claro que só lhe podemos querer bem, até tendo em conta a sua vida e por isso, quando aparece um interesse amoroso só podemos torcer para que a coisa corra bem.

E o que dizer de Mr. Rochester? *suspira* Ai Mr. Rochester... vamos esquecer por momentos o Capitão Wentworth, o Colin Bridgerton e o Tom Hiddleston... há melhor que o Mr. Rochester? Sim, a início pareceu-me algo prepotente e convencido (o que me ri com o "Do you think me handsome?" xD) mas rapidamente os seus diálogos com Jane se tornam os momentos pelos quais se anseia. Parece que andam os dois, mas sobretudo ele, a testar as águas para perceber até onde pode ir, onde é que o outro traça o limite e, mais que tudo, como responderá ela ao que ele tem para oferecer. Adorei ver a interação entre eles, uma relação de iguais apesar de se encontrarem em diferentes situações, com ela na dependência dele por ser sua "inferior" numa hierarquia social. Mas é a igualdade de pensamentos, desejos e ambições que sobressai, e é impossível não torcer por eles, por um amor que também vai tomando conta de nós de mansinho.

No entanto, algo se esconde em Thornfield Hall. Infelizmente não me foi possível, apesar de ter tentado, não me cruzar com a grande revelação da história, mas mesmo assim achei o mistério bem montado e adorei o ambiente gótico da coisa. Numa cena, em que Jane salva Rochester quando a sua cama arde, também dei por mim a olhar para as sombras e cantos escuros do meu quarto e a ouvir com atenção os barulhos da casa, não fosse alguém também tentar pegar fogo à minha cama. xD

Não sendo então surpreendida pelo twist, digamos assim, devo fizer que fui surpreendida pelo resto da história e sobretudo pela reação de Jane à grande revelação. O que se segue foi a parte que menos gostei, nem tanto por ser demasiado conveniente (ia revirando os olhinhos) mas sobretudo porque Jane com St. John parece perder algum do seu fogo. St. John foi mesmo a personagem que menos gostei e cada vez que aparecia fazia-me querer dar-lhe um par de estalos e até pousar o livro. :/

O resto é história, os pecados e más ações são redimidas (sim, porque não é por gostar do Rochester que penso que ele estava certo ao fazer o que fez) e os justos recebem o que sempre desejaram. Já eu desejo ler mais desta irmã Brontë tendo gostado bem mais deste livro do que do de Emily. Se achei que O Monte dos Vendavais seria algo muito idealizado, não encontrando a autora nas suas personagens e escrita, aqui senti que Jane e Charlotte seriam uma só.

Veredito: Para ter na estante. Há livros que nos fazem lembrar porque é que gostamos de um determinado género, este relembrou-me porque gosto de clássicos. E que há livros que não devem ser lidos só porque sim, porque toda a gente já leu, mas que têm o seu momento para serem lidos. Têm que nos encontrar na altura ideal.

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